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Sempre nos quiseram de joelhos


Campina Grande Tendências Do Twitter - Top Tweets | Brazil





Fernando Brito

As cenas de homens e mulheres mandados ajoelhar nas calçadas do centro de Campina Grande (PB) para que se suspendesse a quarentena imposta ao comércio são o retrato do imenso retrocesso que o trabalho no Brasil experimenta há vários anos e que, agora, na pandemia do Covid-19, expôs-se de forma dramática.

Por vezes, com tristeza, voltam os versos de 150 anos, escritos pelo francês Eugène Pottier e que se tornariam o hino conhecido como “A Internacional ” socialista, com seu apelo à dignidade dos trabalhadores: “de pé, ó vítimas da fome”.

Sim, o trabalho é fonte de dignidade, não de humilhação dos seres humanos, como é tratado.

Ali estão as lojas, os balcões, vitrines, as mercadorias, transformados em nada se não há o trabalho para produzi-los e vendê-los.

Mas, ao mesmo tempo, de joelhos estão os trabalhadores, como bichos que pedem que sejam levados ao matadouro horrível do sufocamento da doença.

Foram precisos o horrores da Primeira e, depois, da Segunda Guerras Mundiais para que se substituíssem as práticas desumanas e cruéis que, até ali, marcavam o trabalho em fábricas, em minas, em todos os lugares onde era possível transformar em dinheiro a carne humana.

Primeiro nos países desenvolvidos, mas não apenas neles, a segunda metade do século XX marcou a elevação do direito ao trabalho decente à condição essencial de organização das sociedades. O Welfare State, o Estado do Bem-Estar Social, marcou todo o progresso, econômico e social, do mundo moderno e foi levando o trabalho semi escravo para as periferias e, mesmo aí, ao desprezo e ao repúdio de todo o mundo.

Agora, uma nova tragédia mundial serve de combustível para que a asquerosa brasa da exploração e do desprezo pela vida humana, jamais apagada, reacendo por toda a parte, dramaticamente, aqui entre nós.

Estúpidos e gananciosos, os donos da galinha dos ovos de ouro avançaram sobre o ser humano, para dizer que era dizer que era melhor algum emprego sem direitos do que direitos sem emprego.


Aí está, nas calçadas de Campina Grande, o retrato do que é isso: direito nem mesmo a continuar vivo, para que os patrões sigam em seu direito de ganhar dinheiro.

Terrível e monstruosa comprovação de que é preciso realizar outros versos de Pottier.

“Não mais direitos sem deveres, não mais deveres sem direito”.









Prós e contras do trabalho à distância : liberdade ou isolamento ?



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O trabalho à distância é um dos fenômenos culturais da atualidade. Mesmo que proporcione uma maior autonomia ao trabalhador, também pode se tornar invasivo e deteriorar o seu mundo social, além de empobrecer intelectualmente o seu trabalho.

O mundo do trabalho tem mudado significativamente nos últimos anos. Uma das transformações mais relevantes é a presença cada vez mais comum do trabalho à distância. Hoje em dia, esta é uma modalidade que está presente em praticamente todo o planeta. Espera-se que, no futuro, ela seja a modalidade de trabalho que predomine.

O trabalho à distância traz consigo grandes benefícios. Permite economizar um valioso tempo no deslocamento de um lugar a outro, além de contribuir para a redução do trânsito e, portanto, da poluição ambiental. Em geral, oferece mais flexibilidade na organização do tempo e dá uma maior autonomia ao trabalhador.

Entretanto, o trabalho à distância também tem vários aspectos problemáticos. Entre outros, o fato de que quase sempre implica trabalhar fisicamente em solidão. Não existe a presença de um colega de trabalho ao lado para comentar alguma coisa ou descontrair durante uma pausa. Os demais começam a ser uma presença abstrata e estritamente funcional.

Isso projeta questionamentos com relação ao futuro das organizações. Não existirão mais entornos colaborativos? Será prejudicial essa falta de contato com os colegas, que muitas vezes contribui para resolver problemas e gerar inovações em conjunto?

“ Se quer chegar rápido, vá sozinho. Se quer chegar longe, vá acompanhado ”.   – Provérbio africano –

Os prós do trabalho à distância

O trabalho à distância oferece muitos benefícios relevantes. O primeiro deles, já mencionado, é a economia de tempo em deslocamentos. Isso também implica uma economia de dinheiro e de energia emocional, ao não ter que enfrentar o caos das grandes cidades. Por tudo isso, é mais econômico tanto para o trabalhador quanto para a empresa e para a sociedade.

Por outro lado, com o trabalho à distância, são eliminadas as barreiras geográficas. Uma pessoa pode trabalhar em qualquer parte do mundo, para qualquer empresa do mundo. A companhia sai ganhando porque isso lhe permite acessar perfis eventualmente mais talentosos, e o trabalhador também, pois tem um mercado de trabalho muito mais amplo para escolher.

O trabalho remoto, sobretudo, oferece uma margem ampla de autonomia ao trabalhador. Além de poder fazer seu próprio horário, também evita outras pressões do trabalho presencial. Por exemplo, tem que investir menos em roupas.

O trabalhador conta com a possibilidade de desenhar seu próprio entorno de trabalho e fazê-lo da maneira como se sente mais cômodo. Por fim, o trabalho à distância proporciona uma maior independência.

Os contras do trabalho à distância

Assim como o trabalho à distância garante uma maior autonomia, também exige uma grande autodisciplina.

Não há ninguém fazendo um controle do trabalho e esta falta de controle externo poderia levar algumas pessoas à desorganização. Há quem não consiga repetir a rotina de trabalho da empresa dentro de sua casa. Então, a desordem e a instabilidade serão predominantes.

Ao não sair de casa diariamente,os problemas do lar também acabam interferindo no trabalho em algumas ocasiões. Não há um corte com o convívio familiar e, se este não for saudável, trará consequências negativas para o rendimento.

Além disso, é possível que, em casa, haja mais interrupções e distrações do que em uma empresa. Isso pode fazer com que seja necessário mais tempo para desempenhar uma certa atividade.

Também podemos citar o fato de não contar com colegas fisicamente presentes. Isso poderia empobrecer a vida social e gerar uma sensação de solidão. Além disso, o trabalho à distância pode prejudicar os resultados devido à perda do estímulo intelectual e emocional proporcionado por uma equipe.

Com isso, os resultados podem piorar, assim como a capacidade de trabalhar em equipe.

Um modelo em construção

O trabalho à distância é uma modalidade relativamente nova ( ligada principalmente à Internet, mas mesmo se buscarmos na história encontraremos outros precedentes, como o trabalho de costura ).

Estamos em uma fase na qual os métodos e os processos para potencializar todas as suas vantagens estão sendo polidos e sofisticados.

A princípio, a distância não precisaria ser uma limitação para realizar experiências colaborativas e de integração. Estas são a base da inovação. Atualmente, tem sido imposta a estrutura do tipo “polvo”, na qual há uma cabeça que concentra, cria e une as peças dispersas. Isso teria que evoluir com o tempo.

O ideal é que o trabalho à distância não gere trabalhadores isolados, solitários e invadidos na sua vida pessoal. Há muitas peças para ajustar nesse objetivo.

O trabalho remoto é um desafio novo para as organizações e para os encarregados do bem-estar organizacional. Com certeza, teremos respostas eficientes para estes desafios em poucos anos.





Falando muitas verdades ... Veja !


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Trabalhadores no início do século XX. Estamos, no Brasil, retrocedendo ao 

século passado ?  Parece que sim !






Dr. Marcelo D'Ambroso, Desembargador do TRT 

da 4a. Região - Porto Alegre



10 Dicas para montar um home office agradável e produtivo


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O melhor em se trabalhar em casa é a autonomia, mas é necessário equilíbrio para manter ritmo de trabalho. Saiba como alcançá-lo.


Da Redação 


Quem quer começar a trabalhar de casa precisa saber que o esquema de home office tem seus prós e contras. Os pontos favoráveis estão relacionados à flexibilidade de horário e à chance de fugir da distância do trabalho e do tempo do trajeto, enquanto os aspectos negativos estão ligados à queda na produtividade.

Na hora de montar um espaço de trabalho, o ideal é reforçar os prós em se trabalhar em casa e fazer o possível para tirar de vista o que pode tirar o foco das tarefas. Mas não é necessário transformar seu espaço de trabalho em um ambiente sem conforto e atrativos para aumentar a produtividade – um equilíbrio é necessário.

Linda Varone, escritora em especialista em home office, e Michael Chauliac, vice-presidente de marketing da loja online de móveis para escritório Poppin, ajudaram a FastCompany a listar os 10 pontos principais para montar um escritório em casa.

1) Não ouse demais – Na hora de montar um espaço de trabalho, é natural que o empreendedor queira um ambiente diferente dos demais. Mas é importante não ousar. Móveis cheios de curvas, como os vistas em revistas de design e redes sociais como o Pinterest, podem não ser funcionais: uma cadeira toda descolada pode causar problemas na coluna e chamar atenção demais. "Quando há muitos estímulos visuais, o próprio ambiente pode ser o causador de distrações que diminuem a produtividade, diz Linda.

2) Siga regras ergonômicas – A ergonomia é o estudo da relação do ser humano e os ambientes em que ele se encontra. No trabalho, esse estudo objetiva o bem-estar frente a males causados pela jornada de trabalho, como dores nos pés, na coluna e problemas visuais. Alguns pontos que devem ser levados em conta na hora de preparar seu home office: ajuste sua cadeira em uma altura que permita que seus pés sempre estejam apoiados firmemente no chão ou em um descanso para pés, posicione seu antebraço em posição paralela ao chão na hora de digitar e coloque o monitor de uma maneira em que seus olhos consigam ver toda a tela sem movimentos bruscos da cabeça.

3) Abra espaço para a luz natural – O sol faz bem e pode te ajudar a se manter acordado. Por isso, monte seu home office perto de uma janela. E dependendo da vista, vale começar seu horário de descanso dando uma bela olhada lá fora.

4) Mas não esqueça das lâmpadas – A luz natural faz bem, mas provavelmente não será suficiente para iluminar seu escritório. Por isso, não esqueça das lâmpadas. Linda Varone dá uma dica: em vez de luzes de parede, tente colocar luminárias na sua mesa – essas luzes podem proporcionar brilho suficiente e ainda deixam o ambiente com um clima mais bonito.

5) Guarde papéis de forma inteligente – Chauliac afirma que o armazenamento de documentos é o principal problema de quem trabalha em casa, por conta da aversão das pessoas àqueles grandes armários de documentos. Segundo ele, esses móveis não são os mais atrativos do mundo, mas são necessários. No entanto, dá para ter estruturas mais bonitas, como prateleiras coloridas, por exemplo. É importante que elas tenham bastante espaço. Nos primeiros dias de trabalho, você pode pensar que vai sobrar espaço, mas aguarde e verá a quantidade de papel produzida durante o trabalho.

Para quem trabalha dentro de um quarto de hóspedes, outra dica de Chauliac. "É provável que o cômodo tenha um guarda-roupa. Use-o", diz ele.

6) Crie um "espaço de conforto" – Trabalhar por muito tempo sem uma parada é prejudicial à saúde e à própria produtividade – é necessário parar para readquirir a concentração do começo do expediente. Na hora de descansar, prepare um lugar confortável. Tudo depende de espaço, claro, mas uma poltrona estofada, um travesseiro e uma luz mais fraca podem fazer a pausa valer muito mais a pena.

7) Tenha uma plantinha perto de você – Uma planta é a decoração perfeita para o seu home office, já que ela traz para a sua casa algo que está lá fora. Além disso, ela não chama atenção bastante para tirar a concentração. Outra vantagem das plantas é que é possível deixá-las mais de dois dias sem água. Em outras palavras, você não precisa nem chegar perto do seu home office aos fins de semana.

8) Personalize com bom senso – Nada contra colocar fotos de família na sua mesa, mas, depois de um tempo, elas deixam de chamar a sua atenção. "É importante personalizar a mesa, mostrar que aquele lugar é seu, mas talvez seja melhor fazê-lo com memes impressos, histórias em quadrinhos ou até um cheiro que te deixe mais alegra", afirma Linda.

9) Tire da sua vista coisas que te incomodavam no seu emprego – Chauliac tem aversão a um eletrônico mais que comum em escritórios: impressoras. "Elas parecem chatas e até seus barulhinhos me irritam", diz ele. Sua fobia pode ser a mesma dele, ou aquele monte de post-its colocados no monitor, ou o toque do telefone. Trabalhar em casa tem que ser mais legal do que trabalhar fora, então é importante tirar de vista o que pode te deixar para baixo. "Ninguém está falando que é proibido ter uma impressora ou um telefone. Basta deixar aquilo mais escondido", afirma Chauliac.

10) Mantenha tudo o que você precisa perto de você – Lembre-se das distrações que a sua casa pode proporcionar. A TV; sua namorada ou namorado; comida; seu animal de estimação. Tudo isso é ótimo, mas deixe-os para a hora do descanso. Se toda vez que você precisar de caneta, tesoura, grampeador, papel ou uma bebida, você precisar atravessar todas essas "tentações", é provável que você perca muito tempo.

Mantenha o que você precisa ao alcance da sua mão. Se possível, pense na ideia de ter um frigobar no seu escritório. Mas há exceções. "É importante parar. Almoçar na mesa de trabalho é algo que não deve ser feito, por mais legal que o ambiente de trabalho seja. Não é preciso ficar ali todo o tempo do mundo", diz Linda.















1º de Maio de 2018



laertemaio






Pela primeira vez desde a redemocratização, as centrais sindicais farão um único ato pelo Dia do Trabalho, neste Primeiro de Maio. 

Curitiba, onde o ex-presidente Lula está preso, será a capital do encontro entre CUT, Força Sindical, CTB, NCST, UGT, CSB e Intersindical, com foco em pautas como a liberdade de Lula e o protesto contra a reforma trabalhista do governo Michel Temer, que tem agravado o quadro de desemprego no País.

Beth Carvalho, Ana Cañas, Maria Gadú e Renegado são alguns artistas confirmados. 








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Como as crianças reagem à diferença salarial entre homens e mulheres – veja esse vídeo



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Débora Schach



Iniciativa do sindicato norueguês Finansforbundet, esse experimento mostra a reação de crianças à diferença de pagamento entre homens e mulheres. 

Depois de realizar a mesma tarefa juntos, um menino e uma menina recebem sua recompensa – mas, para surpresa de ambos, o pagamento da menina é consideravelmente menor do que o do menino.

Para elas, o fato de uma menina ganhar menos apenas pelo fato de ser menina não faz o menor sentido.

“Pagamento desigual é inaceitável aos olhos das crianças. Por que deveríamos aceitar como adultos?” – questiona o vídeo. 

A criação é da agência Morgernstern com produção da Willynikkers. Saiu no AdFreak.







Postado em Blue Bus em 14/03/2018



O bilionário que adora filosofia, encerra o expediente 17h30 e paga os funcionários acima da média



Brunello with his innovative gray tuxedo in 2008




Quais os segredos por trás de uma empresa milionária de sucesso? Não é de hoje que aspirantes a empreendedores tentam decifrar as fórmulas para transformar ideias em grandes negócios – se é que elas existem. Ainda que seja difícil de acreditar em receitas prontas, fontes de inspiração são sempre bem-vindas, e o italiano Brunello Cucinelli é uma das mais interessantes que há por aí.

Sua grife de moda pode não ser tão conhecida do grande público como suas conterrâneas Gucci, Armani, Prada ou Versace, entre tantas outras, mas ele não tem do que reclamar: em 2016, faturou 450 milhões de euros e vem crescendo cerca de 10% ao ano, principalmente graças a delicados pulôveres de cashmere feitos a mão e que valem milhares de euros.

“Quando criança, testemunhou seu pai trabalhando em um ambiente pouco agradável e se tornou um observador atento do mundo, desenvolvendo o sonho de promover um conceito de trabalho que garantisse o respeito à dignidade moral e econômica do ser humano”, diz o site do empresário.

Na década de 70, ele se graduou como topógrafo e entrou na faculdade de engenharia, mas desistiu do curso. Em 1978, fundou a empresa na vila medieval de Solomeo, e contava com apenas dois funcionários para levar adiante a ideia de vender pulôveres de cashmere tingidos. Hoje, são mais de mil empregados, várias empresas parceiras e 122 boutiques espalhadas pelo mundo (a unidade brasileira fica no Shopping Cidade Jardim, em São Paulo).

Fazer os funcionários trabalharem até a exaustão não é uma estratégia que agrade a Brunello. O expediente acaba às 17h30 todos os dias e para todos os empregados, não há marcação de ponto na entrada. Horas extras, e-mails e telefonemas fora do horário de trabalho não são sequer cogitados. E os salários superam a média do setor em 20%. 

Valorizando sempre a criatividade, ele criou um programa de reembolso para atividades culturais: o dinheiro investido por funcionários em livros, ingressos para cinemas, teatros e museus é devolvido: até 500 euros para os solteiros, e 1000 para quem precisa bancar esse tipo de diversão para a família.

Ele se diz fã da filosofia de Aristóteles, valorizando a dignidade e a moral. Seu objetivo é “um lucro que não danifique o território, que não prejudique a humanidade, que permita pensar ao longo prazo. Esta é uma empresa que deve ter uma visão secular”, contou à Exame.

A preocupação com o território se dá também na prática. Ele se comprometeu a revitalizar a vila de Solomeo, onde nasceu e fundou a empresa. Reformou palácios medievais históricos, fundou uma escola, reformou estradas, melhorou a iluminação pública e até cuidou de casas de outros moradores.

Seu estilo de negócios, batizado por alguns de “Capitalismo Neohumanista”, surpreende e chama atenção em todo o mundo. Há um número considerável de bons artigos sobre Brunello em vários idiomas. 

Algumas dicas para os interessados: em português, na Exame; em inglês, na The New Yorker, na Forbes e na GQ; e em espanhol em três oportunidades no El País: em 2013, 2014 e 2016.





Joao Rabay   Gosta de ler boas histórias para aliviar a mente no meio de tantas notícias ruins. Ainda acredita que elas podem inspirar boas mudanças e fica feliz quando pode contá-las.





Postado em Hypeness











Seja um nômade digital



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A vida não é uma corrida. E você não é um rato


Tales Luciano Duarte


Você é uma pessoa de muita sorte de estar vivo nesse momento. Você está presenciando um momento épico, no qual as condições e moldes de trabalho estão sendo revistos.

Na geração dos nossos pais, não existia muita opção: o caminho era estudar, ir pra faculdade, arrumar um emprego bom e ficar por lá a maior quantidade de tempo que conseguisse. Gostar ou não do trabalho nem era um questionamento plausível.

Hoje, as paredes dos escritórios e as baias começam a despencar para diversas profissões. Em diversos casos, elas já não fazem mais sentido.

Atualmente, para muita gente, não há mais porque pegar horas de trânsito todos os dias, se locomover para escritórios que em sua maioria ficam em áreas centrais, gastar com transporte, estacionamento, almoço, gasolina, e tudo inflacionado, pois há muitas pessoas fazendo as mesmas coisas nos mesmos lugares.

Há formas mais inteligentes de trabalhar, ganhar dinheiro e ter uma vida com sentido ao mesmo tempo. Com as condições de trabalho atuais, várias pessoas podem realizar suas funções de qualquer computador com acesso à internet.

Nem mesmo reuniões precisam necessariamente ser presenciais, hoje em dia, salvo algumas exceções. A internet possibilitou uma nova opção para aqueles que se sentem muito mais inspirados e produtivos quando trabalham em casa ou em qualquer outro lugar de sua escolha.

Ela veio para ser uma ferramenta poderosa para aqueles que estão insatisfeitos com seu caminho profissional e de vida, e que desejam trabalhar e viver de outra forma. Ela é a carta de alforria para milhões de pessoas que há tempos se sentiam frustrados com seus trabalhos.

As pessoas começaram a perceber que o tal Sonho Americano estava mais para pesadelo, já que esse modelo de vida capitalista estava criando cada dia mais prisões nas vidas delas. Elas começaram a perceber que tinham entrado numa corrida alucinada sem fim em busca de mais dinheiro, independente das consequências.

Não somos contra ganhar dinheiro – muito pelo contrário. Somos a favor de ganhar dinheiro, mas sem que isso signifique ter de abdicar de 80% do seu tempo, e passar a viver somente nos intervalos do expediente.

A vida é curta demais para isso. O roteiro é bem previsível: a partir do momento em que você faz faculdade, é fadado a trabalhar com aquilo pelo resto da vida. E ai de quem reclamar, já que existem mais candidatos do que vagas no mercado.

Quando consegue um emprego, tem que se manter na trilha e fazer tudo o que o chefe mandar para construir uma carreira. Depois é preciso ir subindo de cargo com o tempo, e ganhar cada dia mais dinheiro para conseguir sustentar o padrão de vida formado por todos os gastos que você é obrigado a ter quando vira um adulto.

Você compra uma casa, e ela passa a ser sua dona. É preciso consertar as goteiras no telhado, aparar a grama, pintar, arrumar as trincas, comprar móveis bonitos, colocar TV a cabo, contratar internet. Se tiver uma apartamento, além de tudo isso, ainda terá de pagar um aluguel eterno que é o condomínio.

Se tem um carro, precisa pagar seguro, gasolina, IPVA. Se vive na correria em uma cidade grande, precisa compensar todo o stress comendo nos restaurantes bacanas, ou mesmo pagando R$ 8,50 no misto quente da padaria inflacionada da esquina por falta de opções.

Comprar vira uma forma de recompensa para as frustrações. Quando o dinheiro acaba antes do planejado, o caminho então é usar o cartão de crédito como se você já possuísse aquele dinheiro, o que resulta em dívidas, que são mais prisões sem grades.

O resultado é que precisamos trabalhar cada vez mais, nos submeter a cada vez mais esforços sem sentido, para que possamos pagar e fazer mais dívidas. Instaura-se assim um looping sem fim, também conhecido como a corrida dos ratos.

Se você se reconhece em alguns desses itens, desculpe lhe informar, mas você também é mais um rato participando de uma corrida sem data pra terminar. Se você não escapar dela, ela não terá fim. Ela foi feita para não ter fim e a única forma de sair desse looping da vida moderna é reconhecer o problema e pular fora da roda antes que seja tarde ou você será consumido por ela.

E há várias maneiras de fazer isso, uma é se tornando Nômade Digital. E para entender bem como fazer isso através do nomadismo digital veja este vídeo do Eme e Jaque criadores do site NomadesDigitais, e assim, terá uma ideia de como interromper essa corrida de rato na sua vida.



Postado em Yogui.co