Mais desgraça se anuncia com o ex-juiz parcial como candidato









O filósofo e teólogo Leonardo Boff escreve sobre a candidatura de Moro e indica: "Ele sempre se moveu, não pelo senso do direito, mas pelo lawfare (distorção do direito para condenar o acusado), pelo impulso de rancor e por convicção subjetiva. Diz-se que estudou em Harvard. Fez apenas quatro semanas lá, no fundo para encobrir o treinamento recebido nos órgãos de segurança dos USA no uso da lawfare."

Por Leonardo Boff

Como se não bastasse o horror da pandemia do Covid-19 que vitimou mais de 600 mil pessoas e a crise generalizada em todos os níveis de nosso país, temos que assistir agora ao lançamento da candidatura à presidência nada menos do que do ex-juiz Sérgio Moro, declarado parcial pelo STF.

Ele representa a estirpe direitista do Capitão que trouxe a maior desgraça e vergonha ao nosso país, por sua criminosa incompetência no trato da pandemia, por lhe faltar qualquer indício de um projeto nacional, por estabelecer a mentira como política de Estado, por absoluta incapacidade de governar e por claros sinais de desvio comportamental. Ele mente tão perfeitamente que parece verdade, a mentira da qual é ciente.

A vitória do Capitão é fruto de uma imensa e bem tramada fraude, suscitando o anti-petismo, colocando a corrupção endêmica no país, como se fosse coisa exclusiva do PT, quando sabemos ser a do mercado (sonegação fiscal das empresas), dezenas de vezes maior que a política, defendendo alguns valores de nossa cultura tradicionalista, ligada a um tipo de família moralista e de uma compreensão distorcida da questão de gênero, alimentando preconceitos contra os indígenas, os afrodescendentes, os quilombolas, os pobres, os homoafetivos, os LGBTI e divulgando milhões de fake news, caluniando com perversa difamação do candidato Fernando Haddad. Informações seguras constataram que cerca de 80% das pessoas que receberam tais falsas notícias acreditaram nelas.

Por trás do triunfo desta extrema-direita, atuaram forças do Império, particularmente, da CIA e da Secretaria de Estado dos USA como o revelaram vários analistas da área internacional. Ai também atuaram as classes dos endinheirados, notórios corruptos por sonegar anualmente bilhões em impostos, parte do Ministério Público, as operações da Lava-Jato, eivadas de intenção política, ao arrepio do direito e da necessária isenção, parte do STF e com expressiva força o oligopólio midiático e a imprensa empresarial conservadora que sempre apoiou os golpes e se sente mal com a democracia.

A consequência é o atual o descalabro sanitário, político, jurídico e institucional. É falacioso dizer que as instituições funcionam. Funcionam seletivamente para alguns. A maioria delas foi e está contaminada por motivações políticas conservadoras e pela vontade de afastar Lula e o PT da cena política por representarem os reclamos das grandes maiorias exploradas e empobrecidas,sempre postas à margem. A justiça foi vergonhosamente parcial especialmente o foi pelo justiceiro ex-juiz federal de primeira instância, agora candidato, que tudo fez para pôr Lula na prisão,mesmo sem materialidade criminosa para tanto. Ele sempre se moveu, não pelo senso do direito, mas pelo lawfare (distorção do direito para condenar o acusado), pelo impulso de rancor e por convicção subjetiva. Diz-se que estudou em Harvard. Fez apenas quatro semanas lá, no fundo para encobrir o treinamento recebido nos órgãos de segurança dos USA no uso da lawfare.

Conseguiu impedir que Lula fosse candidato à presidência já que contava com a maioria das intenções de voto e até lhe sequestraram o direito de votar. Agora Moro se apresenta como candidato à presidência, arrebatando do Capitão a bandeira do combate à corrupção quando ele primou por atos corruptos e por conchavos com as grandes empreiteiras para fazerem delações forçadas que incriminassem a Lula e a membros do PT.

A vitória fraudulenta do Capitão (principalmente por causa dos milhões de fake news) legitimou uma cultura da violência. Ela já existia no país em níveis insuportáveis (os mais de 30 a 40 mil assassinatos anuais). Mas agora ela se sente legitimada pelo discurso de ódio que o candidato e agora presidente continua a alimentar. Tal realidade sinistra, trouxe como consequência, um forte desamparo e um sofrido vazio de esperança.

Este cenário adverso ao direito e a tudo o que é justo e reto, afetou nossas mentes e corações de forma profunda. Vivemos num regime militarizado e de exceção, num tempo de pós-democracia (R.R. Casara). Agora importa resgatar o caráter político-transformador da esperança e da resiliência, as únicas que nos poderão sustentar no quadro de uma crise sem precedentes em nossa história.

Temos que dar a volta por cima, não considerar a atual situação como uma tragédia sem remédio, mas como uma crise fundamental que nos obriga a resistir, a aprender desta escabrosa situação e a sair mais maduros, experimentados e seguros, também da pandemia, para definir um novo caminho mais justo, democrático e popular.

Urge ativar o princípio esperança que é aquele impulso interior que nos leva a nos mover sempre e a projetar sonhos e projetos viáveis. São eles que nos permitem tirar sábias lições das dificuldades e dos eventuais fracassos e nos tornar mais fortes na resistência e na luta. Lembremos do conselho de Dom Quixote : ”não devemos aceitar a derrota sem antes de dar todas as batalhas”. Daremos e venceremos.

Importa evitar, dentro da democracia, a continuidade do atual e do pior projeto para o país, urdido de ódio, perseguição, negacionismo da ciência e da gravidade letal do Covid-19. É operado atualmente pelo Capitão e seus apaniguados e, supomos, prolongado pelo ex-juiz, candidato à presidência, cujas características, parece, se confundir com aquelas do Inominável. Desta vez não nos é permitido errar.





Estes valores, apesar de importantes, não devem ser nossas prioridades sob pena de nos infelicitar





Gostemos ou não, vivemos uma época em que os valores humanos passaram a um segundo plano. Boa parte do mundo e da vida atual gira em torno do poder e do dinheiro. Trata-se de uma lógica diante da qual existem muitas resistências, mas que, de todos os modos, impõe alguns dos principais valores que nos fazem infelizes.

Muitas vezes nós assumimos essa lógica do mundo atual como se ela fosse a única possível. Isso não é verdade. Apesar de muitos valores atuais estarem associados à produção e ao capitalismo, também podemos ser críticos diante deles e não permitir que determinem completamente as nossas vidas.

Se os assumirmos sem crítica e como algo absoluto, acabam limitando a nossa vida e nos conduzindo à angústia e à insatisfação. Por isso, é importante identificá-los e não permitir que eles invadam tudo. Estes são os principais valores que nos fazem infelizes, muitas vezes sem nos darmos conta disso.

1. A eficiência, um dos valores que nos fazem infelizes

Uma das maiores exigências no mundo atual é a de sermos eficientes. Constantemente, nós recebemos mensagens relacionadas com a importância das conquistas, a necessidade de concentração em nossos objetivos e o sucesso. Não há nada de errado nisso. O que não é bom é dar um peso excessivo a esse valor, e colocar tudo para girar em torno disso.




A eficiência é um dos valores que nos dirigem, porque trata-se de uma característica que facilita o bom desempenho da economia. As empresas querem gente eficiente porque isso é mais rentável. A eficiência garante um melhor desempenho profissional e um lugar privilegiado dentro do sistema.

No entanto, isso não quer dizer que o mais importante nos seres humanos seja a eficiência. Não somos máquinas e, portanto, dependendo das circunstâncias, seremos mais ou menos eficientes. Isso não nos torna menos valiosos.

2. A produtividade

A produtividade tem a ver com os resultados que somos capazes de gerar. Produtivo é o adjetivo que damos a alguém capaz de fazer muito em pouco tempo, e cujas atividades permitem obter mais dinheiro ou benefícios. Ou seja, produtivo é alguém “útil”; no entanto, esta “utilidade” é observada, quase sempre, a partir do âmbito financeiro.

Falamos de “pessoas produtivas” ou de “idades produtivas”, mas não falamos que o ser humano é muito mais do que aquilo que ele produz. Assim como no caso anterior, não somos máquinas de fazer dinheiro ou ganhar dinheiro para os outros. Concentrar-se nisso faz com que a única dimensão que acabe prevalecendo seja a financeira e a profissional. Por essa via, nunca se alcança a felicidade.

3. A quantidade

A sociedade atual é particularmente obcecada pela quantidade. Tudo se mede e a palavra “mais” se transformou em uma religião para muitos. Aquilo que é ilimitado não se mede em termos de sonhos ou ideais, mas em função de quanto é possível acumular ou produzir.

Um dia é considerado bom quando “fazemos muito” nele. Um ano foi bom quando conseguimos “muitas” coisas. Uma vida foi válida quanto temos “muitos” objetivos alcançados.




Quão relevante é a quantidade? Geralmente, o seu valor está presente na economia e na produção. É ali que isso se converte em um dos valores que nos fazem infelizes. A partir de uma perspectiva mais humana, a quantidade costuma ficar limitada com a qualidade.

A pessoa faz muito, alcança muito, acumula muito, às custas de sacrificar o sentido profundo do que faz, alcança ou acumula.

4. A velocidade

Em todos os âmbitos, a velocidade se converteu em um objetivo. Conseguir que tudo aconteça rapidamente é assumido como um sinal de que estamos naquilo que é “correto” ou “eficiente”. A ideia é poder fazer mais coisas em menos tempo. Por isso, cinco minutos de pausa são desesperadores para algumas pessoas. O fato de demorarem mais tempo para completar uma tarefa é frustrante para elas.

A velocidade é outro dos valores que nos dirigem, mas não nos levam ao bem-estar. Assim como acontece com a quantidade, o rápido é inimigo daquilo que é bom. É claro que isso não se aplica a tudo, mas a alguns aspectos importantes.

Aqueles que estão obcecados pela velocidade perdem a capacidade de apreciar cada momento único. Também têm dificuldade para compreender o sentido dos processos nos quais o tempo oferece uma vantagem.




Apesar de todos esses valores que nos regem serem importantes para nos adaptarmos ao mundo atual, é importante analisar o seu significado e não os aceitar passivamente, simplesmente porque são aquilo que a cultura impõe.





Viver, sofrer, esperançar






Viver traz o risco de sofrer. Mas viver também traz esperança, fé e encontros inesquecíveis. Sempre valerá a pena.


Marcel Camargo

Hoje eu escreverei um pouco sobre a dor. Viver traz essa dor, porque a gente não sente sozinho, não depende somente do que é nosso ser feliz. Eu vou além de mim e, quanto mais eu vivo, mais pessoas fazem parte de mim. Minha corrente afetiva se estende além do que eu quero, sinto, pretendo. Eu olho para as vidas que não são minhas e não consigo ser indiferente. E lá tem dor também.

Eu olho para as vidas de quem amo e lá tem dor também. Eu queria ser mais egoísta, mais positivo, daquele tipo que se coloca sempre como prioridade, mas não consigo. Desde criança, eu sou assim, uma pessoa que fica prestando atenção nas dores que não são minhas, porque eu sempre senti demais o mundo, o que se passa, o amor de minha mãe. A intensidade sempre fez parte de minha afetividade, por isso acho que fui uma criança diferente, estranha.

Eu sei exatamente o que me machuca e quais são meus pontos fracos. Infelizmente, outras pessoas também sabem isso sobre mim e, às vezes, resolvem estacionar bem ali nos meus espaços vulneráveis. Porque muitas pessoas não conseguem sentir intensamente, vivem no raso, ao redor de si mesmas e, por isso, não se importam com o estrago que fazem nas vidas alheias. E esse é um de meus maiores medos: a maldade humana.

Li que poucos são os psicopatas que matam, a maioria deles apenas devastam as vidas por onde passam. Isso assusta. Eu não temo mostrar fraqueza ou derramar lágrimas por toda a fragilidade que me define. Isso não deveria ser um problema, mas é. Tem gente que usa contra nós o nosso melhor. Tem gente que inveja nossas conquistas, sem perceber o tanto que lutamos até chegar ali. E eu, lotado de sensibilidade que sou, acabo por me molhar em tempestades que não criei.

Eu já me conscientizei de que sentir a dor que não dói em mim pode ser doloroso demais. Mas assim sou e sempre serei. E é por essa razão que alguns dias doem bem fundo. Tem saudade, rompimento, tem perda, arrependimento. Tem tombo. É o preço que pagamos por sentir, por doar, por acreditar, por amar. Viver traz o risco de sofrer. Mas viver também traz esperança, fé e encontros inesquecíveis. Sempre valerá a pena.











Luciana e Júlio : Duas histórias de racismo que confirmam a importância do 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra





“ Poderia ser eu no noticiário amanhã:  Mais uma negra vítima de racismo estrutural e letalidade da polícia ”, diz biomédica em vídeo.

247 - Em vídeo divulgado nas redes sociais nesta quinta-feira (18), a pós-doutora em biomedicina Luciana Ramalho denuncia que foi presa e agredida violentamente por três policiais em Monte Alegre de Minas (MG), por discordar e filmar uma ação da polícia contra o cunhado preso na frente de casa, nesta terça-feira (16). Ambos são negros. Ramalho contou no vídeo que mesmo desarmado e sem resistir à prisão, o cunhado foi agredido pelos policiais e gritava pedindo socorro.

“Ele estava desarmado e eram três ou quatro policiais. Desculpa, eu não achei justo. Poderia ser eu no lugar dele, por isso eu gravei ele sendo levado até o camburão”, relatou ela ao 247.

A biomédica disse ter pensado que, com a gravação, os policiais ficariam intimidados e deixariam de agredir o homem. “E foi isso que aconteceu. Eles pararam de bater nele para bater em mim”, descreveu.

Luciana destacou no vídeo que publicou em sua conta no Instagram, que mesmo tendo uma carreira acadêmica e intelectual de destaque, tendo feito mestrado, doutorado e muitos cursos de especialização, ela não conseguiu sair do radar do racismo estrutural e foi vítima de violência policial. “Poucas pessoas no Brasil têm a oportunidade de fazer a caminhada que eu fiz no meio acadêmico e intelectual. E do que que isso me valeu ontem (17)? NADA! O que valeu foi a cor da minha pele.”

“Não interessava de onde eu era, de onde eu vinha, o que eu estava fazendo ali e nem o porquê. A única coisa que interessava é que eu não era bem vinda”, lamenta.

A biomédica relata que após ser detida e algemada ficou por horas dentro do camburão de uma viatura da polícia em condições insalubres. “Estava debaixo do sol sem nenhuma frestinha de ar”.

Nos momentos em que passou presa e algemada dentro da viatura, Luciana teve medo de ser morta. E não é por acaso. De acordo dados do Anuário de Segurança Pública 2020 do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), os negros foram as maiores vítimas de policiais (78,9% das 6.416 pessoas mortas por policiais no ano passado). O número de mortos por agentes de segurança aumentou em 18 das 27 unidades da federação, revelando um espraiamento da violência policial em todas as regiões do país.

“Eu só pensava nos meus filhos. Achei que ia desmaiar. A intenção deles era me matar sufocada. Mas eu pensei: hoje não. Buscava uma frestinha de ar, colocava o nariz e respirava”, reviveu.

Apesar de serem 56,3% da população brasileira, os negros são as maiores vítimas das mortes cometidas por policiais no país. Em sentido oposto, os brancos —que totalizam 42,7% da população — foram vítimas de 20,9% das mortes.

Emocionada, Ramalho lembrou no vídeo que o que deu forças para ela continuar lutando pela vida e acreditando que não seria morta no camburão da viatura foi a chegada de outras pessoas que ela conseguia ver e ouvir pela mesma fresta que usava para respirar.

No vídeo, a biomédica mostrou marcas da tortura nas costas, boca e braços, e diz que foi levada ao Instituto Médico Legal (IML) para fazer exame de corpo e delito pelos mesmos policiais que a agrediram. “Eu achei muito estranho, apesar de nunca ter passado por isso”.

Ao ser examinada, Luciana Ramalho passou por mais uma violência quando a médica de plantão tentou relativizar a sua dor e prestou um atendimento desumano: “Ela nem encostou em mim. Só me olhou e perguntou onde estava doendo e eu disse: 'o corpo inteiro está doendo'. Mas eu não queria me referir a uma dor física, é uma dor na alma. Mas sabe quando você percebe que ela ainda era parte de um sistema que não estava comprometido em me ajudar de forma alguma? De um lado estava o policial que tinha me agredido e do outro ela. Eu percebi que ali não tinha nada para me ajudar”.

Ela disse ao 247 que continuará lutando para que outras pessoas não passem o que ela passou. Ela contou ter recebido muitas ligações de pessoas de fora de Minas que desejam ajudar.

Questionada se pretende registrar uma ocorrência na corregedoria da PM-MG, demonstrou medo de represália. “Tenho dois filhos e um deles é autista, tenho medo por eles”, lamentou.

“Não recebi ameaças diretas, mas sei que tem muita gente infeliz porque eu não fiquei presa. Eu fui criminalizada, acusada, e estou sendo processada pro agressão policial”, denunciou.

Luciana Ramalho foi solta após pagar fiança. O cunhado segue preso.

Assista o vídeo no Instagram:

 






Ação racista da polícia acontece às vésperas do Dia da Consciência Negra. Os policiais inventaram diversas acusações para tentar escapar da evidência de ter sido um ato racista. Júlio Dantas, vítima da ação racista, desabafou: "Talvez o que aconteceu comigo ontem seja até algo inédito para algumas pessoas (leia brancos), mas eu afirmo com todas as palavras: para nós não!" Assista ao vídeo e leia texto de Dantas.


247Julio Dantas, fundador da página Carioquice Negra no Instagram, com mais de 180 mil seguidores, foi alvo de racismo da Polícia Civil do Rio de Janeiro na tarde desta quarta-feira (17), a três dias do Dia da Consciência Negra. Ele foi abordado e preso por policiais que alegaram que ele teria "entrado e saído rápido demais" de uma loja Renner, no centro do Rio. Depois afirmaram que teria um "volume" na camiseta. Após Dantas rebater a acusação, argumentam que poderia ter sido o vento, que "bateu e criou um volume" na roupa. Tudo foi gravado em vídeo pelo influencer e postado em sua página (assista abaixo).

No seu perfil no Instagram, Júlio Dantas protestou nesta sexta com um texto no qual afirma: "Talvez o que aconteceu comigo ontem seja até algo inédito para algumas pessoas (leia brancos), mas eu afirmo com todas palavras: para nós não!" - leia a íntegra do texto abaixo.

No vídeo, Júlio relatou a ação em tempo real: "Ele chegou até mim do nada, eu estou andando normal, saí de dentro da loja. Eu entrei na loja porque eu queria comprar alguma coisa. Eu entrei e sai muito rápido. Estou sendo abordado por dois policiais aqui no centro do Rio porque eles dizem que eu entrei e saí da loja muito rápido".

Assista ao vídeo e, a seguir, leia o texto no perfil de Dantas no Instagram:













Nós decidimos se queremos paz em nossa vida




Vez ou outra ouvimos dizer que alguma circunstância roubou a paz de alguém. Mas será possível que de fato algo ou alguém tenha mesmo este poder? A paz é uma dádiva divina que precisa ser cultivada diariamente, não podendo ser somente uma mera opção de estilo de vida, mas uma prioridade de existência a ser fertilizada dia após dia. 

Isto porque paz não é mercadoria que se compra, não é algo que se rouba, não é favor que se troca, tampouco que se encontra, se ganha ou se perde, mas uma decisão de cultivo permanente, uma postura e uma filosofia diante da vida. É um compromisso, um contrato de responsabilidade que temos para conosco.  

A vida diária é repleta de turbulências e desafios que existem para mim, para você e para o mundo inteiro, mas quando temos um compromisso inadiável em não somente oferecer moradia à paz dentro de nós, mas sobretudo agregá-la como parte nossa, poderemos desnudar o nevoeiro que nos impede de vislumbrar as coisas com mais clareza, maturidade e discernimento para seguirmos mais conscientes e leves diante das tormentas da vida. 

Por outras palavras, a mensagem que quero passar nesta reflexão são para pessoas e situações hodiernas em que precisamos nos posicionar, “tirar a munição “de quem porventura queira nos prejudicar, para desenvolvermos estratégias psicossociais de empoderamento. Em nenhum momento a proposta do texto é alienada nem romantizada acerca das dificuldades da vida. Estas existem sim, mas em muitas situações poderemos sim nos posicionar, estabelecer limites. A questão principal que o texto trata é o desenvolvimento da fortaleza interior, da resiliência.

É necessário ampliarmos a nossa consciência, contemplando o infinito do firmamento para então compreendermos que nenhuma preocupação nem ninguém deveria nos subtrair a paz, pois reitero que esta nunca poderá ser roubada.

Há coisas em que uma postura proativa e assertiva pode promover resoluções e mudanças para problemas que vez ou outra se anunciam em nossas vidas como meio de autodesenvolvimento. No entanto, infelizmente, outras não estarão em nosso poder controlá-las, sequer solucioná-las naquele tempo em que desejamos. Esta não é uma postura de resignação, falta de coragem ou estagnação, mas sabedoria mesmo, pois há coisas que por mais que tentemos resolver, somente causará mais desgaste, “entornando cada vez mais o caldo” e consequentemente nos afastando da solução que tanto ansiamos.

Há coisas que somente o tempo será capaz de explicar e de nos fazer compreender posturas e motivações e sendo assim, quando através de um apurado discernimento decidirmos que não há nada a ser feito e que de tudo já se foi tentado, o melhor é aquietarmos o coração, nos lembrando que nenhuma preocupação deveria nos tirar a paz de espírito, a alegria de viver, o seguir da vida com tranquilidade.

Sempre pensamos que existe legitimidade nas preocupações e nas lamentações, como se a nossa postura desesperada fosse fonte da solução que procuramos para nos levantarmos dos tropeços da vida. 

Contudo, quando a situação é “solucionada” de alguma forma - pois na roda da vida tudo é impermanente - poderemos então entender que aquilo que nos pressionava ou preocupava nunca foi resolvido em uma situação de turbulência emocional, pois os melhores “insights” para sairmos de situações desagradáveis vieram exatamente nos momentos de serenidade, de conexão conosco, de autorresponsabilidade.





O justo reconhecimento do Ex-Presidente Lula na Europa






 


 

Prêmio Coragem Política

Lula com Anne Hidalgo Prefeita de Paris



Lula com o Presidente da França Emmanuel Macron



Lula com Olaf Scholz futuro Primeiro-Ministro da Alemanha



Lula no Parlamento da União Europeia em Bruxelas na Bélgica



Nós somos feitos de poeira de estrelas





"O nitrogênio de nosso DNA,
o cálcio de nossos dentes,
o ferro de nosso sangue,
o carbono de nossas tortas de maçã
foram feitos no interior de estrelas em colapso.
Nós somos feitos de poeira de estrelas."

(Carl Sagan)

Uma pesquisa comprovou o que Carl Sagan já falava há tempos: os humanos realmente são feitos de poeira de estrela. Depois de analisar 1500 estrelas, astrônomos chegaram à conclusão de que tanto os seres humanos quanto os astros brilhantes possuem 97% do mesmo tipo de átomos.

Constataram ainda que os elementos essenciais para a vida como a conhecemos (hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, fósforo e enxofre) são mais prevalecentes nas estrelas que estão no centro da galáxia.

A questão é: como os astrônomos sabem quais elementos compõem as estrelas se eles não conseguem chegar até elas? Elementar, meu caro Watson. Eles usam uma técnica conhecida como espectroscopia.




Nós Somos Feitos de Poeira das Estrelas

É assim: cada elemento emite um comprimento de onda de luz diferente, é como se cada um tivesse sua própria marca. Assim, analisando cada “marca”, os cientistas conseguem distinguir de qual elemento é aquela emissão, que foi captada com um instrumento chamado espectrógrafo.

O espectrógrafo, neste caso, tem nome e sobrenome: trata-se do Apache Point Observatory Galactic Evolution Experiment (APOGEE), que fica no estado norte-americano do Novo México.




“É de grande interesse poder mapear todos os principais elementos do corpo humano nas estrelas da nossa Via Láctea”, afirmou Jennifer Johnson, participante da equipe da SDDS-III APOGEE, que fez a descoberta. “Isso nos permite ver onde e quando a vida passou a ter os elementos necessários para evoluir na galáxia.”

Pois então amigos, por isso que a humildade e a simplicidade são tão importantes, afinal, de que adianta o orgulho? Somos apenas poeira ao vento, poeira de estrelas, grãos minúsculos neste universo sem fim...Vamos pensar nisso com carinho enquanto ouvimos Poeira ao Vento do Grupo Kansas?




Eu também não poderia deixar de partilhar com vocês a minha nova playlist do céu e das estrelas para você ouvir e apreciar! Até a próxima!




A forma como você trata as pessoas mostra seu caráter






Marcel Camargo

Vivemos tempos de intolerância generalizada. Eu me assusto toda vez que entro nas redes sociais e leio posts e comentários, tamanha é a carga preconceituosa que permeia os pensamentos de muitos internautas. Eu achava que a pandemia fosse trazer à tona o melhor do ser humano, mas não. Vi muita gente mostrando sua real face, que é assustadora.

Em nome de valores morais e preceitos religiosos, julgam e condenam comportamentos que não se adequam ao que está estabelecido por aqueles que se sentem os reguladores sociais. A aceitação do outro, nesse contexto, não existe. Somente se aceita quem está agindo e vivendo de acordo com o que se impõe como correto. Caso a pessoa não esteja em consonância com o que os donos da verdade ditam, ela não presta, não é boa, não terá salvação.

Há muitos falsos moralistas, que se comportam de forma antiética, na surdina, enquanto apontam o dedo para os gays, os negros, para pobres e desvalidos, discriminando-os, criticando-os, desmerecendo-os como pessoas, cidadãos, seres humanos. Enquanto se sentam sobre os próprios comportamentos horrorosos, muitos se auto intitulam paladinos da moral e dos bons costumes publicamente. Com medo do que enxergarão ao se olharem no espelho, os hipócritas seguem depreciando quem não se afina com o que querem impor como doutrina única.

E, para que seus discursos ganhem força, os falsos moralistas forjam narrativas com argumentos, na maioria das vezes, religiosos. Eu fico perplexo, porque, para mim, religião é amor, acolhimento, aceitação, tolerância, evolução espiritual. Religião é o lugar de repouso, leveza, de paz e de entendimento. Não concebo usar a Bíblia para julgar, condenar, menosprezar e discriminar. O meu Deus, apresentado pela minha saudosa mãe, sempre foi do amor. Ter fé, para mim, significa ter um coração terno, tolerante, acolhedor.

Além disso, os intolerantes tentam atrelar aquilo que não aceitam, não aprovam, nem tentam entender, ao caráter da pessoa. Caráter não é sobre a crença religiosa, a escolaridade, a orientação sexual, o sobrenome. Existem doutores canalhas, tem gente fazendo maldade segurando a Bíblia. Conhecimento e fé em Deus devem nos tornar pessoas melhores. O que vale é a forma como você trata as pessoas, em especial as pessoas de quem você não receberá favores ou trocas. Paz.