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Jornalista espanhol deixa a profissão indignado com guerra midiática contra a China



247 - O jornalista Javier Garcia, chefe da sucursal da agência noticiosa EFE na China, publicou no Twitter em tom de desabafo uma denúncia das manipulações feitas pela mídia empresarial, no quadro da guerra midiática contra o país socialista asiático. Essa guerra é comandada pelo Departamento de Estado dos EUA, escreveu.

"Em alguns dias deixarei o jornalismo, pelo menos temporariamente, após mais de 30 anos na profissão. A embaraçosa guerra de informações contra a China tirou uma boa dose da minha ilusão por este trabalho, que até agora havia sobrevivido a não poucos conflitos e outras sutilezas.

Vim para a China, como qualquer outro destino, tentando manter a mente aberta e livre de preconceitos. Sempre acreditei que a curiosidade e a capacidade de maravilhar-se, a par do rigor e da fidelidade à verdade, são os elementos básicos do jornalismo.

O que encontrei me surpreendeu. Por um lado, um país enorme, diverso e em constante transformação, cheio de histórias para contar. Um lugar inovador, moderno e tradicional ao mesmo tempo, em que o futuro se vislumbra e o destino da humanidade está de alguma forma em jogo.

Por outro lado, uma história da imprensa estrangeira - a grande maioria - profundamente tendenciosa, que segue constantemente o que a mídia dos Estados Unidos e o Departamento de Estado dos Estados Unidos querem nos dizer, aconteça o que acontecer.

Nessas informações, repletas de lugares comuns, quase não há espaço para surpresas, nem para uma análise minimamente verídica do que acontece aqui. Não há lugar para mergulhar nas chaves históricas, sociais ou culturais. Tudo o que a China faz deve, por definição, ser negativo.

A manipulação informacional é flagrante, com dezenas de exemplos no dia a dia. Qualquer pessoa que se atrever a confrontá-la ou tentar manter posições moderadamente objetivas e imparciais será acusada de ser paga pelo governo chinês ou pior. A menor discrepância não é tolerada.

As potências que estão promovendo a perigosa tendência de confronto com a China não deixam nada ao acaso. Seus fios aparentemente invisíveis alcançam os lugares mais insuspeitados. Qualquer pessoa que se desviar do caminho marcado será posta de lado ou marginalizada.

O tão proclamado totem ocidental da "imprensa livre" recebe assim, paradoxalmente refletido, sua imagem mais nítida na China: imprensa livre para dizer exatamente a mesma coisa, para não sair do roteiro pré-estabelecido, para enfatizar repetidamente o quão ruim é o "comunismo".

Mesmo as políticas que deveriam servir de exemplo, como o reflorestamento, sem paralelo, ou a saída da pobreza de 800 milhões de pessoas, sempre carregam o lema eterno de "mas a que custo", que a mídia anglo-saxônica usa ad nauseam ao noticiar sobre a China".

Acompanhe o fio.

7 incríveis provérbios chineses




Muitos dos provérbios chineses são literalmente milenares. Alguns deles foram criados por si mesmos, enquanto outros são derivados de alguma lenda. Todos visam condensar um ensinamento sobre a vida. É uma maneira didática de transmitir o conhecimento adquirido por essa cultura.

A palavra que designa os provérbios chineses é “Chengyu”. Quase todas essas frases são compostas por quatro caracteres da língua chinesa. Isso é ideográfico. Cada caractere tem um significado amplo.

”O dragão imobilizado em águas profundas torna-se presa de caranguejos”.   – Provérbio chinês –

Agora, se algo caracteriza os provérbios chineses é a sua elegância. Também podemos ressaltar sua essência poética e sua capacidade de simbolizar a realidade. Não é sem motivo que sobreviveram ao tempo e se espalharam por todas as culturas do planeta. Aqui estão sete bons exemplos desses maravilhosos provérbios.

Provérbios chineses sobre a vontade

Os orientais e, em particular, os chineses, caracterizaram-se por um profundo espírito de sacrifício e uma grande apreciação pela vontade. Historicamente, esta nação sofreu grandes calamidades e mais de uma vez renasceu de suas cinzas. É por isso que eles dão um enorme valor a essa capacidade de se manter firme. É isso o que eles dizem aqui: “Grandes almas têm vontades; o fraco tem apenas desejos“.

Da mesma forma, uma boa quantidade de provérbios chineses destaca a capacidade do ser humano de moldar seu destino. Como eles apontam aqui: “Você não pode evitar que o pássaro da tristeza voe sobre sua cabeça, mas pode evitar que ele faça um ninho em seu cabelo“.

A montanha e a vida

A montanha é uma metáfora usada em muitos dos provérbios chineses. Representa a dificuldade, o obstáculo. Como nesta frase: “Aquele que deslocou a montanha é o que começou a remover as pequenas pedras“. A frase é uma homenagem à paciência, uma fonte de força nas culturas orientais.

Um significado semelhante tem este outro provérbio: “É preciso escalar a montanha como um homem velho para chegar como jovem”. Aqui também falamos de paciência, juntamente com a perseverança. A montanha deve ser escalada como um velho, ou seja, enfrentando o obstáculo com prudência e devagar. “Para chegar como jovem” significa que a estrada renova quem quer que a atravesse.

O verdadeiro senso de confiança

Um dos provérbios chineses diz: “A melhor porta fechada é aquela que pode ser deixada aberta”. É um belo ensinamento que contém uma grande verdade, envolto em belas roupagens poéticas. Este provérbio fala sobre a confiança.

Neste caso, a porta é um símbolo do que é guardado. Fornece segurança e evita a passagem para algo valioso. No entanto, a confiança não pode ser colocada naquela barreira, mas na vontade dos outros de não cruzá-la.

Pureza excessiva

Os puros e os impuros têm sido temas de análise na religião, filosofia e cultura. Quase sempre o puro está associado ao positivo e o impuro com o negativo. No entanto, neste provérbio chinês a ideia é invertida: “Em água pura demais não há peixes“.

Esta reflexão fala sobre a falta de humanidade na perfeição. É por isso que a água sem vida é chamada de “estéril”. Por outro lado, também há uma contradição. Ou seja, o que poderia ser chamado de “impureza”. Uma impureza maravilhosa que justamente dá origem à vida. Não esqueçamos que o sucesso é o filho do erro, não da perfeição.

Avance, sempre avance

Os chineses, como quase todas as culturas orientais, são amantes da pausa. Ao contrário do Ocidente, eles veem a pressa como um um defeito, não uma virtude. Por si só, a construção de sua história durou vários séculos. Eles são testemunhas das mudanças lentas. Esta perspectiva é muito bem sintetizada aqui: “Não tenha medo de ser lento, tema apenas ser detido“.


Nesse caso, eles nos falam sobre a importância de permanecermos ativos. Isso não implica necessariamente fazer as coisas com pressa, mas num processo no qual o progresso é feito passo a passo. Mesmo que o objetivo esteja longe, enquanto o progresso for mantido, ele será alcançado.

Os provérbios chineses são uma fonte inesgotável de sabedoria e beleza. A coisa mais bonita que eles têm é essa maneira muito sugestiva de dizer as coisas, mas sem dizer nada diretamente. Chamam cada um para fazer uma reflexão em vez de entregar uma verdade absoluta “digerida”. Esta é precisamente a sua magia.





13 provérbios chineses cheios de sabedoria


Jamais se desespere em meio às mais sombrias afli...


A cultura oriental nos deixa com grandes pérolas de sabedoria que foram transmitidas de uma geração para outra, atingindo nossos dias.


A cultura oriental nos deixa com grandes pérolas de sabedoria que foram transmitidas de uma geração para outra, atingindo nossos dias. Muitos desses provérbios chineses podem se tornar autênticos mantras para os momentos mais difíceis ou nos iluminar quando temos que tomar uma decisão importante em nossa vida. Eles também podem ser um lembrete de que, de tempos em tempos, precisamos manter a calma e manter o equilíbrio mental.

Provérbios chineses para enfrentar a vida de uma forma mais equilibrada

1. Diferentes fechaduras devem ser abertas com chaves diferentes.

Não há soluções mágicas, o que funcionou em certas circunstâncias pode não funcionar em outras situações. A vida muda continuamente, então não faz sentido se apegar ao passado. Todo problema que enfrentamos é diferente, mesmo nós mesmos não somos a mesma pessoa, então devemos analisar todas as opções possíveis, com uma mente aberta, para encontrar a melhor solução.

2. Você não pode impedir que as aves da preocupação voem sobre sua cabeça, mas você pode impedi-las de construir um ninho.

A vida continuamente coloca novos desafios para nós. Mais cedo ou mais tarde, a adversidade vai bater à nossa porta. não podemos evitá-la, mas podemos decidir como reagir ao que acontece conosco. Podemos supor que os problemas são pedras na estrada e ficar presos nesse mal-estar e sofrimento ou, ao contrário, podemos assumi-los como desafios que nos ajudam a crescer.

3. O melhor momento para plantar uma árvore foi há 20 anos. O segundo melhor momento é agora.

Se queremos alcançar uma mudança ou empreender um novo projeto, o melhor momento é agora. Pensar que é tarde demais é uma desculpa para ficar na nossa zona de conforto. Este provérbio chinês nos lembra que só temos o presente, reclamando do que não fazíamos sentido. Em vez disso, devemos pensar sobre o que podemos fazer e começar a trabalhar.

4. Quem busca vingança deve cavar duas sepulturas.

A vingança é um daqueles sentimentos nutridos com a esperança de fazer com que a pessoa que nos magoa sofra, mas na realidade apenas nos prejudica. Alimentar vingança implica ser prisioneiro do passado, regozijar-se com o sofrimento, sem poder avançar porque somos recomendados pelo rancor.

5. Aquele que teme sofrer já sofre o temor.

Algumas coisas na vida são inevitáveis, mas se pensarmos muito sobre elas, estaremos antecipando-as, para experimentá-las em nossa mente, estaremos sofrendo de antemão. O medo de sofrer em si implica sofrimento, por isso é melhor aprender a fluir e não antecipar infortúnios, que muitas vezes nem chegam. Este provérbio chinês nos alerta que a preocupação é muitas vezes pior do que o próprio fato.

6. É melhor acender uma vela do que amaldiçoar a escuridão.

Às vezes, quando a adversidade bate à nossa porta, seu golpe é tão grande que nos confunde. As expectativas, a dor e a frustração podem ser tão grandes que nos bloqueiam e nos fazem ficar presos em uma espiral de queixas sem sentido. No entanto, chorar sobre o leite derramado é inútil, não só não resolve o problema, mas nos leva a um estado de espírito ainda mais negativo. Portanto, devemos nos certificar de que procuramos soluções, em vez de apenas reclamar de nossos braços cruzados por nossa má sorte ou pelos golpes do destino.

7. Quando o sábio aponta para a lua, o tolo vê apenas o dedo.


Este provérbio chinês refere-se à incapacidade de ver além dos pequenos detalhes e desenvolver uma visão global. Muitas vezes, seja devido à frustração, falta de perspectiva ou nossas crenças limitantes, paramos em detalhes sem importância e os transformamos em obstáculos. Quando nos apegamos a esses pequenos detalhes, estamos fechando o caminho, sem perceber que o mais importante é o objetivo final e que, para alcançá-lo, pode haver múltiplos caminhos.


8. Uma jornada de dez mil quilômetros começa com um único passo.

Um passo não vai te levar muito longe, mas pelo menos ele vai te tirar de onde você está. Toda aventura, não importa quão grande seja, sempre começa com o primeiro passo, que muitas vezes é o mais difícil, pois envolve tomar a decisão de sair da zona de conforto e ousar explorar territórios desconhecidos.

9. Cave o poço antes de estar com sede.

Não é necessário esperar a adversidade nos atingir para desenvolver a resiliência, podemos preparar nossa mochila de ferramentas psicológicas para a vida muito antes. Esse ditado chinês nos incentiva a sermos cautelosos e desenvolver uma atitude proativa, em vez de apenas reagir ao que acontece conosco. Se cavarmos o poço antes de termos sede, poderemos planejar melhor todo o processo, se o fizermos por causa de uma necessidade, as chances de cometermos erros ou mesmo de não conseguirmos terminar a escavação aumentará.

10. A água faz o barco flutuar, mas também pode afundá-lo.

Esse provérbio chinês nos lembra a filosofia do yin e do yang: tudo contém o “negativo” e o “positivo”, e em muitos casos tudo depende de como o encaramos. Nada é intrinsecamente ruim ou bom, depende de como o usamos e do significado que confiamos a ele.

11. As grandes almas têm vontades, as fracas apenas desejam.

Muitas pessoas passam boa parte de suas vidas ansiando por algo, nunca decidindo alcançá-lo. Em muitos casos, a diferença entre aqueles que realizam seus sonhos e aqueles que anseiam por eles consiste precisamente na força de vontade e na decisão de ir em busca desse desejo. Todo desejo permanece no sono se não se traduz em objetivos e etapas concretas.

12. Aquele que desalojou a montanha é porque ele começou removendo as pequenas pedras.

O esforço constante tem seus frutos, embora demorem a chegar. Muitas vezes nos concentramos apenas nas grandes tarefas, sem perceber que por trás das metas mais ambiciosas há muito trabalho duro e sistemático. Estar ciente de que pouco a pouco você pode ir longe nos encorajará ao longo do caminho e nos permitirá alcançar grandes objetivos na vida.

13. Das nuvens mais escuras cai a água mais limpa.

Até os momentos mais sombrios encerram uma oportunidade. Quando estamos passando por um mau momento e desconforto, isso nos impede de apreciar a parte positiva, precisamos parar na estrada e pensar sobre este provérbio chinês. Às vezes tudo muda quando mudamos de perspectiva, e a adversidade pode se tornar uma excelente oportunidade para crescer, mudar de rumo e ousar fazer coisas que, em outras circunstâncias, nem teríamos considerado.






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Leia os 30 provérbios Chineses que prometem te deixar mais sábio



Como os chineses enfrentaram a quarentena com esperança, arte e humor



EQUIPES DE SAÚDE EM WUHAN COMEMORAM O DIA INTERNACIONAL DA MULHER. FOTO : CHENG MIN/CHINHUA



Em suas próprias redes sociais, eles cantaram, dançaram 

 zoaram – exatamente como o resto do mundo




Por Belinda Kong, no The Conversation

Medo e culpa parecem estar rapidamente se tornando as emoções determinantes dos norte-americanos em relação ao COVID-19. As manchetes parecem oferecer ou as piores estimativas possíveis ou troca de acusações entre governantes. Estes comportamentos, similares em outros países que se tornaram epicentros do COVID-19, demonstram a ideia de resiliência pandêmica –a possibilidade de que se consiga passar por surtos de doença com empatia, engenhosidade e absoluta normalidade humana

Em meio a cifras confusas e narrativas políticas contraditórias, é importante lembrar que números e governos são abstrações, enquanto as pessoas convivem com a doença e passam por ela de verdade. Ao nos fixarmos nos primeiros, nos arriscamos a perder de vista as dimensões humanas da vida durante a epidemia.

Como estudiosa que pesquisava os aspectos culturais da epidemia de SARS em 2003, também eu de início me foquei em geopolítica e biossegurança. Mas o que descobri além disso foram as formas vibrantes da vida em comum no dia-a-dia geradas pelo SARS nos seus próprios epicentros, raramente discutidas, mas crucialmente humanizadoras.

Sob condições de isolamento e distanciamento social obrigatórios, as pessoas comuns inventavam novos tipos de sociabilidade e novos gêneros de expressões epidêmicas. Com o COVID-19 agora, ainda mais que com o SARS, a internet e as mídias sociais chinesas oferecem uma gama variada de exemplos de comunidades afetadas pela epidemia e reunidas pela emoção, humor e criatividade.

Um primeiro conjunto de vídeos viralizados veio à tona em Wuhan apenas cinco dias após o confinamento da cidade. Na noite de 27 de janeiro, os residentes gritaram “jiayou” – literalmente “ponham óleo”, o que quer dizer “aguentem firmes” ou “não deem pra trás”– das janelas de seus apartamentos, numa explosão de solidariedade espontânea. Foi uma demonstração de força e desafio coletivos, de recusa das pessoas de serem sufocadas pelo vírus e pela quarentena, e de seu desejo de torcer umas pelas outras.

Um desses clipes, publicado no youtube pelo jornal South China Morning Post, teve mais de um milhão de acessos, com internautas de inúmeros países asiáticos ecoando “Wuhan jiayou!” como encorajamento. De fato, o refrão se espalhou até virar um grito de guerra internacional nas redes sociais, a despeito das tentativas do governo chinês de se apropriar dele como um slogan de patriotismo étnico-nacional




Este espírito de apoio recíproco se estende ao cuidado com os animais. O confinamento de Wuhan fez com que dezenas de milhares de residentes ficassem ilhados do lado de fora da cidade, deixando aproximadamente 50 mil animais de estimação presos em casas abandonadas. Através das mídias sociais, alguns donos de animais domésticos se conectaram com Lao Mao (“Velho Gato”), que dirige uma equipe de resgatadores de animais voluntários em Wuhan. Estes resgatadores percorrem a cidade e às vezes arrombam casas desertas para alimentar cães e gatos abandonados.




Fora de Hubei, outros amantes de animais ajudam aqueles que estão confinados no interior da província a cuidar dos seus animais de estimação em casa. Estes relatos de cuidados com os animais, mesmo em tempos de crise humana, podem compensar, com proveito, as impressões de que a cultura chinesa é só consumo animal cruel e desenfreado.

Outro foco inesperado do cuidado coletivo é a máscara facial. Por toda a China, as máscaras se tornaram um veículo poderoso para se pôr em prática a benevolência, a generosidade e a fraternidade durante a epidemia. Num vídeo de Anhui que viralizou, um bom samaritano anônimo foi capturado por uma câmera de vigilância deixando 500 máscaras num posto policial local. Quando se apressou em sair dali, dois policiais correram atrás para cumprimentá-lo.



Este vídeo, por sua vez, inspirou a cantora de Hong Kong G.E.M. (Gloria Tang/Deng Ziqi) a compor Angels, uma canção que teve cerca de 600 mil visualizações só no primeiro dia. Um tributo aos pequenos atos de coragem e bondade de pessoas simples durante o surto, o vídeo da música abre com o clipe de Anhui e depois emenda outras cenas tocantes, incluindo um empregado de trem que oferece uma máscara a uma passageira idosa e um homem que distribui máscaras de graça a viajantes num aeroporto no estrangeiro.



Esta energia criativa também instigou o humor popular chinês. Em lugares confinados por todo o país, as redes sociais chinesas estão desovando um novo gênero de humor de quarentena. No Weibo, WeChat e Douyin (TikTok), proliferam memes provocados pelo tédio e pela claustrofobia da quarentena.



Internautas se filmam cantando o blues do confinamento adaptando canções clássicas, pescando em aquários domésticos, jogando mahjong com sacos plásticos na cabeça, jogando mahjong solo, badminton na sala de estar e coreografando movimentos de dança amalucados.



As pessoas também colocam à mostra seu espírito criativo ao vestirem equipamento de proteção e se aventurarem até lojas de conveniência e parques da vizinhança com fantasias infláveis de tiranossauros, alienígenas verdes e árvores de Natal. Quando ficam sem máscaras faciais, alguns, meio de gozação, as substituem por sutiãs, absorventes e cascas de laranja.



Como relata Manya Koetse de Beijing, estas tendências das redes sociais permitem que as pessoas “zombem dos vizinhos, seus amigos ou família, ou mesmo de si próprios, pelas medidas extremas e às vezes bobas que estão tomando para evitar o coronavírus”. Contudo, mais que zombaria, o próprio compartilhamento desses memes é um ato social construtivo e sanador. Em tempos de alto estresse e desconforto, manter essas comunidades virtuais é oferecer reconhecimento, consideração e riso partilhados.


People in China found another way to greet since they can't shake hands.

The Wuhan Shake.

I love how people can adapt and keep a sense of humor about stressful situations.












Isto não significa que a experiência epidêmica da China seja somente despreocupada e afirmativa. Mas a vida nos epicentros da crise tampouco tem de ser apocalíptica, marcada por heróis e vilões épicos ou cenários de terror com colapso e conflito.

De fato, em outros países que desde então se tornaram epicentros do COVID-19, as redes sociais oferecem exemplos tão inspiradores quanto. Profissionais de saúde no Irã dançam nos corredores de hospitais para levantar os ânimos de seus pacientes bem como de si mesmos, e os italianos em confinamento cantam de suas sacadas para aumentar o moral uns dos outros – por sua vez inspirando uma série de vídeos de “jiayou Itália” dos internautas chineses.



Coletivamente, estes comportamentos demonstram a ideia de resiliência pandêmica –a possibilidade de que se consiga passar por surtos de doença com empatia, engenhosidade e absoluta normalidade humana.


Belinda Kong é professora de Estudos Asiáticos no Bowdoin College.


China e Rússia não xingam, mandam ajuda. Aqui, porém, só anões mesquinhos


Coronavírus: apenas 5% dos casos são graves, diz OMS | VEJA



Fernando Brito


Um avião carregado de suprimentos médicos chineses pousou no sábado em Nova York, o primeiro de 20 deles, levando 130 mil máscaras N-95; 1,8 milhão de máscaras cirúrgicas e aventais, mais de 10,3 milhões de luvas; e mais de 70 mil termômetros, publica a Reuters.


A Big Apple está entrando em colapso e o prefeito Bill De Blasio foi à TV dizer que estavam em guerra, que equipamento médico era a munição e que só os tinha para mais uma semana.

Uma coluna de caminhões militares russos (veja o vídeo abaixo) chegou à região de Milão, depois de viajar milhares de quilômetros, para ajudar na desinfecção de lugares estratégicos e conter a devastação humana na Itália.

Não teremos nós capacidade de, bem mais perto, estar preparando com os nossos militares, planos de abastecimento para nossas áreas carentes, onde a fome já se ensaia e aparecerá, em dias, em todo o seu horroroso espetáculo?

Só então aparecerão, mas de tanques, jipes e fuzis, para controlar os famélicos que saquearem caminhões e mercados, certamente para dizer que era “o tráfico” e não os estômagos quem os estava insuflando?

Vivemos uma época desgraçada, onde os homens públicos são anões.

Diferentes em quase tudo, Roosevelt, Churchill, De Gaulle, Stálin e outros venceram os kriegvírus do nazismo, dando ao mundo uma chance.

Temos agora arremedos, covardes, gente que está preocupada com politicagens, com o charlatanismo das promessa de curas milagrosas (o rachadinho Flávio Bolsonaro chega a postar fotos falsas de “salvações”) , com o dízimo de alguns mercadores do Templo, com briguinhas de poder, enquanto o país avança para um morticínio impensável.

Serão dezenas de Brumadinhos, talvez centenas, os corpos soterrados sob a lama de sua pequenez e sob o despreparo de suas mentes medíocres.

Passou a hora os discursos vazios, do “estamos estudando”, do “iremos anunciar”. Do “disponibilizamos uma linha de crédito” que chega aos bancos e de lá não passa. A desgraça pôs abaixo os seus oratórios ao “equilíbrio fiscal” e estão todos como uns patetas, no ridículo de estar anunciando programas que não acontecem com fundos bilionários que não existem, mas são criados ara iludir os tolos com a liberação ampla, geral e irrestrita de recursos dos compulsórios e retenções bancárias.

Igualmente foi-se o tempo de autoridades gaguejantes, que não têm peito de dizer a verdade, de enfrentar a estupidez de um psicopata que insiste na “gripezinha” que vai matar um poucos idosos e doentes.

As sirenes estão tocando por toda a parte e eles são incapazes de gritar que todos se protejam e de proteger quem não pode e não deve se abrigar.

Querem reinar sobre a ruína de um país arrasado, arruinado, doído e ressentido pelas mortes em série?

Engano. Muitos de nós sobreviveremos ao vírus e a vocês, gestores da morte, abutres de corpos, e os desnudaremos nas praças, quando as praças novamente puderem se voltar a encher.

Atriz asiática diz ter trocado de sobrenome porque ‘Hollywood é racista’



Resultado de imagem para Chloe Bennet



Chloe Bennet é mais conhecida por atuar na série ‘Agents of S.H.I.E.L.D.’, produção da Marvel. 

No entanto, no início da carreira, seu sobrenome era bem mais… asiático – Chloe Wang. A atriz é sino-americana.

Recentemente, o ator Ed Skrein, que é branco, anunciou que não trabalharia no próximo ‘Hellboy‘ porque havia descoberto que seu personagem, nos quadrinhos, é asiático.

Bennet foi então “cobrada” por um de seus fãs no Instagram a comentar as razões para ter mudado de nome. Sua resposta? “Hollywood é racista e eles não me escalariam com um sobrenome que os deixasse desconfortáveis”, escreveu ela. 

“Mudar meu sobrenome não muda o fato de que meu sangue é chinês, de que eu morei na China, de que eu falo mandarim e de que fui criada tanto de maneira americana quanto chinesa.” 

E ela não está falando da boca pra fora – de fato, Bennet ainda se mantém próxima à comunidade asiática dos Estados Unidos, tendo fundado uma agência de talentos focada em artistas que também têm origens orientais. Notícia da Vulture.



Postado em Blue Bus em 04/09/2017